segunda-feira, 26 de maio de 2014

Pai da educação entre pares, Eric Mazur chega ao Brasil para difundir método



Em 1991, o professor de física de Harvard Eric Mazur, insatisfeito com o aprendizado de seus alunos, resolveu mudar a forma como ensinava e aboliu a transmissão de conteúdos na sala de aula. Seus estudantes deixaram de receber lições expositivas e passaram a ler as matérias em casa, enquanto nas aulas respondiam perguntas por computador sobre as lições e discutiam seus conhecimentos com os colegas. Como resultado, começaram a aprender muito mais.

A experiência se tornou um método, batizado de peer instruction (aprendizado entre pares), que vem sendo adotado em universidades do mundo todo, em aulas de todas as disciplinas. O que a formação por pares faz é colocar a parte fácil da educação – a transmissão da informação – para fora da aula, e a parte difícil – dar sentido à informação – para dentro, explica o inventor do método, que além de ter um livro sobre a abordagem (Instruction: A User’s Manual, sem tradução em português), trabalha desde a década de 90 para disseminar suas ideias.

Mazur participa em Lorena, do lançamento de um consórcio entre 14 instituições de ensino brasileiras e a Laspau (Academic and Programs for the Americas), organização filiada à Universidade de Harvard, dos EUA. Essas universidades vão adotar o método gradualmente em seus cursos. Para isso, Mazur ajuda na formação dos primeiros professores que vão usar a metodologia. A intenção do consórcio é capacitar 300 professores em três anos.

Site: http://porvir.org/porfazer


quarta-feira, 21 de maio de 2014



Mensagem do Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e para o Desenvolvimento – 21 de maio

Cultura é o que somos.  Encarna as nossas identidades e os nossos sonhos para o futuro. As culturas estão mutuamente sustentando e contribuindo para o aumento da riqueza da humanidade e da produtividade. Essa diversidade é uma fonte para a renovação das ideias e das sociedades, com um grande potencial para o diálogo, o crescimento e a participação social.


Ao proteger e promover a cultura, mantemos a diversidade. As novas tecnologias e a rápida globalização estão aproximando as culturas como nunca antes. A diversidade cultural aparece com destaque a cada dia em novas mídias e telas das nossas sociedades mistas. Tal entrelaçamento traz enriquecimento, mas pode também alimentar mal-entendidos e ser usado como uma desculpa para rompimentos. Precisamos equipar as novas gerações com fortes competências interculturais para que elas possam aprender a viver juntos e aproveitar ao máximo a profusão de culturas.

O principal objetivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) é proporcionar os meios para libertar todo o potencial da diversidade cultural. Convenções culturais da UNESCO mostram que a cultura pode forjar laços entre o passado e o futuro, ao proteger o patrimônio tangível e imaterial do mundo e promover a diversidade das expressões culturais. A cultura nos ajuda a superar conflitos ao elucidar os fatores que nos unem. Estimula a criatividade que impulsiona a inovação e o desenvolvimento. A Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural, adotada em 2001, afirma que "a diversidade cultural é tão necessária para a humanidade como a biodiversidade para a natureza”. A declaração estabeleceu os fundamentos para a gestão mundial inclusiva capaz de assegurar a observância dos direitos humanos em todo o mundo.

Cultura e criatividade são recursos renováveis por excelência. Agora que os Estados estão à procura de meios essenciais de crescimento e desenvolvimento sustentável, eu convoco os responsáveis políticos e agentes interessados da sociedade civil a reconhecer este papel da diversidade cultural e integrá-lo a políticas públicas. Nosso ambiente natural tem sido enfraquecido: deixe-nos encontrar formas e meios de otimizar o nosso ambiente cultural.

Devido ao seu potencial econômico, as indústrias criativas são motores do crescimento verde. Além disso, a experiência mostra que os modelos de desenvolvimento eficientes são aqueles que realmente integram especificidades culturais locais, assim provocando o envolvimento das comunidades na causa. Os preparativos estão em curso nas Nações Unidas para definir a nova agenda pós-2015 de cooperação internacional, e a cultura deve, absolutamente, ser incluída como um dos pilares de qualquer estratégia de desenvolvimento sustentável, pois permitirá que os povos dialoguem entre si e se apropriem do futuro.

Retirado do site da Unesco Office in Brasília



 
 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Para ver - CLAUDIUS: QUIXOTE DO HUMOR


Um dos grandes nomes da história do cartunismo brasileiro, Claudius tem sua trajetória contada em mostra retrospectiva no SESC Santo Amaro (Rua Amador Bueno, 505, São Paulo, SP).
O cartunista, que também é arquiteto, passou pelos principais jornais do Brasil e foi um dos fundadores do jornal “O Pasquim”.
Multimídia e interativa, Claudius: Quixote do Humor reúne imagens e frases que marcam seus mais de 50 anos de trajetória ininterrupta no jornalismo. 
A exposição fica em cartaz até 27 de julho e tem entrada franca. Pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 11h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Em paralelo, contará com uma programação especial de bate-papos, contação de histórias, oficinas e apresentações artísticas, para que o público possa ampliar sua percepção em relação ao conteúdo exposto.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Abolição da Escravatura


A partir da segunda metade do século XIX, vários intelectuais, escritores, jornalistas e políticos discutiam a relação existente entre a utilização da mão de obra escrava e a questão do desenvolvimento nacional. Enquanto as nações europeias se industrializavam e buscavam formas de ampliar a exploração da mão de obra assalariada, o Brasil se afastava desses modelos de civilidade ao preservar a escravidão como prática rotineira.

De fato, mais do que uma questão moral, a escravidão já apresentava vários sinais de decadência nessa época. A proibição do tráfico encareceu o valor de obtenção de uma peça e a utilização da força de trabalho dos imigrantes europeus já começava a ganhar espaço. Com isso, podemos ver que a necessidade de se abandonar o escravismo representava uma ação indispensável para que o Brasil viesse a se integrar ao processo de expansão do capitalismo.

A Inglaterra, mais importante nação industrial dessa época, realizava enormes pressões para que o governo imperial acabasse com a escravidão. Por de trás de um discurso humanista, os britânicos tinham interesse real em promover a expansão do mercado consumidor brasileiro por meio da formação de uma massa de trabalhadores assalariados. Paralelamente, os centros urbanos brasileiros já percebiam que o custo do trabalhador livre era inferior ao do escravo.

Respondendo a esse conjunto de fatores, o governo brasileiro aprova a Lei Eusébio de Queiroz, que, em 1850, estipulou a proibição do tráfico negreiro. Décadas mais tarde, a Lei do Ventre Livre (1871) previa a liberdade para todos os filhos de escravos. Esses primeiros passos rumo à abolição incitaram a criação da Sociedade Brasileira contra a Escravidão e, três anos mais tarde, no estabelecimento da Confederação Abolicionista, em 1883.

Apesar de toda essa efervescência abolicionista manifestada em artigos de jornal, conferências e na organização de fugas, vários membros da elite rural se opunham a tal projeto. Buscando conter a agitação dos abolicionistas, o Império Brasileiro aprovou a Lei Saraiva-Cotegipe ou Lei dos Sexagenários, que previu, no ano de 1885, a libertação de todos os escravos com mais de 65 anos de idade. Na prática, a lei atingia uma ínfima parcela de escravos que detinham um baixo potencial produtivo.

Dando continuidade à agitação abolicionista, vemos que o ano de 1887 foi marcado pela recusa do Exército brasileiro em perseguir escravos e a clara manifestação da Igreja Católica contra tal prática. No ano seguinte, assumindo o trono provisoriamente no lugar do pai, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, no dia 13 de maio. Possuindo apenas dois artigos, a lei previu a libertação dos escravos em território brasileiro e a revogação de qualquer lei que fosse contrária a essa medida.

Apesar de estabelecer um marco no fim da escravidão, a Lei Áurea não promoveu transformações radicais nos cerca de 750 mil escravos libertos em território brasileiro. Sem nenhum amparo governamental, os alforriados se dirigiram para as grandes cidades ou se mantiveram empregados nas suas propriedades de origem. De fato, ao invés de promover a integração do negro à sociedade, a libertação foi seguida pelo aprofundamento da marginalização das camadas populares no Brasil.

                 

professor e historiador Rainer Sousa





 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dia do Enfermeiro



Alguns de nossos professores e vários de nossos alunos são graduados em enfermagem e hoje 12 de maio é o dia internacional do enfermeiro.

A data lembra o nascimento de Florence Nightingale uma pioneira da enfermagem moderna, que nasceu em 12 de maio de 1820.




Nightingale se destacou por organizar e chefiar uma equipe de 38 enfermeiras voluntárias que partiram para o front da Guerra da Criméia (1853-1856) onde tratavam dos soldados feridos. Depois, na volta a seu país natal, também desenvolveu grandes esforços para melhorar as condições de tratamentos médicos dados a pobres e indigentes.

Além disso, foi ela quem lutou para dar à atividade um caráter profissional, fundando a Escola de Enfermagem do Hospital St. Thomas, que depois receberia seu nome. Lá foram lançadas as bases do ensino de enfermagem e de lá saíram as primeiras enfermeiras diplomadas.





quinta-feira, 8 de maio de 2014

Campanha do Agasalho 2014

 
A Escola Paulista de Negócios convidam seus professores e alunos para participarem da Campanha do Agasalho 2014. A campanha é uma iniciativa do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo – FUSSESP.
As doações serão destinadas às entidades assistenciais, hospitais e albergues de todos os municípios de São Paulo
 
 
 
 
 

quarta-feira, 7 de maio de 2014


Jornadas de Actualización de Negocios con Alumnos de Brasil
Publicado por Cooperación Internacional el abril 28, 2014 a las 6:00pm
http://www.noticias.uai.edu.ar/profiles/blogs/jornadas-de-actualizaci-n-de-negocios-con-alumnos-de-brasil




En el marco de las actividades que la Dirección de Capacitación Ejecutiva, a cargo de la Lic. Vanesa Margarone, lleva adelante, el Departamento de Cooperación Internacional de la UAI recibió un grupo de alumnos de posgrados de Brasil, que los días 22, 23 y 24 de abril, asistieron a las "Jornadas de Actualización en Negocios".

Dichas jornadas tuvieron lugar en la Localización Centro de UAI, donde el Dr. Fernando Grosso, Decano de la Facultad de Ciencias empresariales estuvo a cargo del módulo Los nuevos desafíos gerenciales para ejecutivos de empresas de América Latina, donde se trataron temas como: Orientación hacia los resultados; Efectividad gerencial; Nuevos modelos de gestión del Management, entre otros y a cargo del Lic. Ezequiel Mateo Martinich, Coordinador del Departamento de Cooperación Internacional, los módulos MERCOSUR y Cooperación Internacional, quien desarrollo temas como: Agenda Externa y la identidad regional; Nuevos caminos para la integración regional política y económica; Internacionalización de carreras y convalidación de diplomas; etc.


Por otra parte, el último día de las jornadas se llevó a cabo en el Rancho TAXCO, Campo de Deportes de la Universidad Abierta Interamericana, donde los alumnos, en un ambiente más distendido, pudieron visitar el Rancho y disfrutar de una jornada de campo.



Finalizada la jornada y luego del almuerzo de camaradería que los alumnos disfrutaron juntos los profesores y coordinadores de Brasil que acompañaban al grupo, los alumnos recibieron sus certificaciones.




Para más información al respecto, puede contactarse con el Departamento de Cooperación Internacional de UAI, personalmente en Chacabuco 90 3er Piso (CP 1069AAB) - Ciudad Autónoma de Buenos Aires - República Argentina o al teléfono (+54) 11 - 4342 7788, e-mail: ezequiel.martinich@uai.edu.ar o visitando www.uai.edu.ar

terça-feira, 6 de maio de 2014

O Desafio da Inteligência Empresarial


O ambiente de negócios a cada dia está mais complexo e imprevisível, visto que a pressão para responder rapidamente as mudanças estão sempre se encurtando ou acelerando o ritmo decisório. Se por um lado, tal complexidade cria oportunidades; por outro, pode criar problemas. Por exemplo, podemos comprar de fornecedores ou realizarmos vendas para diversos clientes em diversos países com muito mais facilidade. Em contrapartida, o número de concorrentes atuando em determinado segmento de mercado deixou de ser apenas regional ou de um país para ser global, mais agressiva e sofisticada.
Vemos empresas realizando alianças e parcerias para ampliar e conquistar novos mercados. Isto faz com que as organizações sejam ágeis em suas tomadas de decisões, sejam elas estratégicas, táticas e operacionais. O fato é que, atualmente, tomar essas decisões pode exigir quantidades consideráveis de dados, além de informações e conhecimento.
Peter Drucker (1993), no seu livro Post-capitalist Society, afirma que a "questão central para o executivo moderno é ser capaz de usar o Conhecimento para criar novos produtos e serviços".  Podemos notar que uma nova realidade se impõe no meio empresarial frente aos fatores que dominavam o pensamento econômico desde Adam Smith onde os fatores de produção eram a terra, o capital e o trabalho. Nos tempos atuais o conhecimento é a nova revolução nas empresas.
Uma organização para prosperar ou até mesmo sobreviver deverá saber utilizar todo o conhecimento que ela dispõe. A utilização do conhecimento existente dentro das organizações será a chave para a geração de resultados e a sua sobrevivência. A formulação de toda estratégia será advinda do conhecimento obtido através das informações disponíveis. É a matéria-prima para fazer frente aos desafios impostos pelo mercado.
A preocupação central dos gestores deverá ser transformar a informação e conhecimento em valor. Para que haja êxito nesta tarefa, será necessário entender a nova lógica da economia do conhecimento.
Podemos afirmar que muitas organizações vêm adotando práticas de inteligência: Organizacional, Empresarial e Competitiva. Por ser um assunto ainda recente o mercado ainda mistura suas denominações, às vezes chamando de Inteligência Organizacional ora chamando de Inteligência Empresarial, Inteligência Competitiva ou Business Intelligence (BI).
Em um estudo publicado em 2007 pela Global Intelligence Alliance (GIA) notamos que são empregadas diversas designações para a área de Inteligência Empresarial ao redor do mundo:
 Fonte: Market Intelligence in Large Companies Global Study 2007 - Global Intelligence Alliance
Em pesquisas bibliográficas observa-se que diversos autores conceituam Inteligência de diversas maneiras no contexto organizacional e empresarial: McMaster (1996) afirma que a Inteligência Organizacional é a capacidade de uma corporação como um todo de reunir informação, inovar, criar conhecimento e atuar efetivamente baseada no conhecimento que ela gerou.
Albrecht (2004) diz que a Inteligência Organizacional integra diversos níveis de inteligência – individual, de equipe e organizacional – em uma estrutura para criar empresas inteligentes.
Rezende (2008) afirma que a Inteligência Organizacional também é o somatório dos conceitos de inovação, criatividade, qualidade, produtividade, efetividade, perenidade, rentabilidade, modernidade, inteligência competitiva e gestão do conhecimento.
A Inteligência Competitiva segundo a SCIP -- Society of Competitive Intelligence Professionals, é um programa sistemático e ético para coleta, análise e gerenciamento de informações externas que podem afetar os planos, decisões e operações de uma empresa.
Para Tyson (1988) a Inteligência Empresarial pode ser concebida como o resultado de uma evolução como função híbrida do planejamento estratégico e das atividades de pesquisa de marketing.
Matheus; Parreiras (2004) afirmam que a Inteligência Empresarial busca integrar os sistemas computacionais aos sistemas de informação organizacionais, enquanto o BI (Business Intelligence) concentra-se no desenvolvimento de sistemas de informação computacionais.
Concluímos então que, a Inteligência Empresarial seria a reunião de todas as inteligências existente dentro de uma empresa com o objetivo de utilizar este conhecimento para melhorar o entendimento da organização e melhorar as informações para a tomada de decisões. Agregando assim valores aos negócios.
Independente do grau de maturidade em que se encontra uma empresa em Inteligência Empresarial, o foco desta área não deve se concentrar em ações imediatistas ou de curto prazo e sim utilizar todo o conhecimento adquirido para tomada de decisões para um horizonte de médio e longo prazo.





Ronaldo Rangel é professor na Escola Paulista de Negócios

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Módulo Internacional Buenos Aires 2014
 
A Escola Paulista de Negócios vem cumprindo com a sua principal missão: a partir da integração educacional com as diversas culturas vizinhas possibilitando a qualificação de profissionais brasileiros de diferentes áreas em ótimos estudos internacionais.
 
No Módulo Internacional, realizado no período de 20 a 25 de Abril de 2014, a Escola Paulista de Negócios e a Universidad Abierta Interamericana materializaram um fruto deste convênio: a Jornada de Atualização em Administração de Negócios que foi representada por importantes Docentes da UAI, Prof. Ezequiel Mateo Martinich e Prof. Dr. Fernando Grosso, incluindo a participação de todos os presentes nas atividades realizadas durante as apresentações, possibilitando a integração de culturas, agregando valores, integração de alunos e docentes de ambas as Universidades, ampliando a visão educacional, estratégico, profissional e câmbio cultural, além de crescimento profissional e pessoal.