segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Os mestres que empreendem até na (aparente) instabilidade


As mudanças que vêm a bordo das novas tecnologias podem assustar. Mas há uma chave-mestra que leva do planejamento ao sucesso mesmo em tempos "muito loucos"

Há cerca de seis anos, o consultor Tom Peters, percorrendo o mundo com suas lições sobre a destruição criativa - numa herança tão bem desenvolvida e aprimorada a partir de Schumpetter - nos alertava sobre a importância da Tecnologia da Informação e da web na alavancagem de negócios e organizações hoje e amanhã. Ele dizia o seguinte: "Cortamos os orçamentos de TI e preterimos grandes projetos quando a economia desacelera. Mas só se chega adiante, e fora a calmaria econômica, pelo compromisso total com a TI. Falamos sobre o 'boom tecnológico' e a concomitante 'falência tecnológica' como se a promessa da tecnologia fosse coisa do passado. Mas a estupenda aventura na TI está apenas começando".

Ele concluía da seguinte forma: "procuramos tirar vantagem da web em nosso 'comprovado' modelo de negócio, quando o que devemos é re-imaginar esse negócio para que ele seja conduzido - interna e externamente - pela web e o poder de conectividade total".

Essa espécie de messias dos novos negócios em tempos "muito loucos", como ele gosta de afirmar, não escondia, entretanto, sua consciência de que tudo passa pelo foco absoluto no relacionamento com os clientes. Novas formas, novos projetos, inovações ininterruptas em busca de um relacionamento duradouro de encantamentos contínuos. Experiências memoráveis, diz ele de forma incansável.

Tudo isso me faz pensar nos empreendedores que possibilitaram chegarmos a esse ponto. Os pioneiros da modernidade. Que nada mais são que os empresários que souberam se utilizar da chave-mestra. Aquela que permanece desde os tempos em que não se falava em TI nem em rede mundial de computadores. Sabe qual é essa chave? A que abre qualquer porta por mais inexpugnável que pareça? Aquela que está por traz de todo planejamento estratégico bem-sucedido? É a perseverança.

Momento de se levar a sério uma expressão que virou jargão e se desgastou, de tanto que andou na boca de consultores bem-intencionados. "Só fracassa quem desiste". Ou, como dizia Fernando Sabino, numa tirada para nos estimular: "No final, tudo dá certo. Se não deu, é porque ainda não é o final".

Certa vez, dando uma palestra sobre as possibilidades da inovação contínua, para os membros da diretoria de uma empresa de médio porte, estávamos contando a história de algumas grandes organizações vencedoras (aquelas feitas para durar), quando o presidente da empresa saltou da cadeira: "Então, perseverança é a chave!", exclamou ele. E ficou nesse estado ao ter contato com os fatos que permeiam a gênese de grandes corporações. Quando eram de um tamanho menor e estavam engatinhando em seus projetos, quase todas elas falharam, e falharam. Até que a coragem de seus fundadores, o espírito de luta incansável - sem desistir, sem retroagir - os fizeram criadores de impérios.

Apesar de tudo isso, vemos hoje empresas assustadas sempre que uma mudança cultural se avizinha. A bordo de uma inovação tecnológica, um novo processo de negócios, etc. Sempre na esteira da web e da TI. A recomendação é a seguinte: envolver todos na organização. Conscientizar sobre os benefícios. Não se assustar quando maré parece contrária. Os riscos da inovação são a oportunidade que os clientes estão aguardando para um novo e melhor relacionamento.

De nada adianta esperar por um momento de estabilidade. Ele não virá. Assim sabiam e sabem - como o gênio Steve Jobs, fênix que sempre renasceu das cinzas dos negócios anteriores - os grandes mestres da instabilidade, os empreendedores que construíram e constroem este mundo dos negócios de hoje.

E o mundo sempre aguarda esses novos mestres.


Kendi Sakamoto é professor da Escola Paulista de Negócios 
(www.kendisakamoto.com.br)



quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

EPN CONSULTING

Já ajudamos nossos alunos 
a pensar.
Agora, auxiliamos as empresas 
a decidir.



A Escola Paulista de Negócios é um respeitado centro de formação de executivos que também oferece, através de sua área COLSULTING, soluções integradas para empresas dos mais diversos portes e campos de atuação.

Desde o diagnóstico de necessidades, ao desenvolvimento e implantação de soluções, até a apresentação de feedback detalhado, os trabalhos da EPN CONSULTING são orientados pelo elevado padrão de qualidade, com o suporte de profissionais com sólida reputação e expertise em gestão de empresas nacionais e multinacionais com inúmeros “cases” de sucesso mercadológico, garantindo o crescimento do potencial de nossos clientes e parceiros por meio de referencias e propostas inteligentes e criativas.



A EPN CONSULTING se materializa pela soma dos talentos do corpo docente da Escola Paulista de Negócios que atua como equipe em projetos de consultoria, para atender as rápidas modificações no meio empresarial, com o domínio das melhores praticas e das metodologias mais dinâmicas. Assim, temos a capacidade de realizar e implantar projetos auxiliando as empresas a lidarem com os inúmeros desafios dos seus negócios e com suas múltiplas implicações concorrências e estratégicas.

Nossa equipe, utiliza ferramentas estruturadas em distintos níveis para atender as mais sofisticadas exigências das organizações, transformando ações e competências individuais em capacidade coletiva, em resultado operacional e em sucesso empresarial.

Atuamos em qualquer estágio de maturidade organizacional, buscando o máximo desempenho em cada momento da empresa.

INÍCIO:

§ Arquitetura do plano estratégico
§  Estrutura societária e de capital
§  Funding
§  Planejamento organizacional e financeiro 



CRESCIMENTO:

§ Governança corporativa
§  Compliance e integridade
§ Inteligência de mercado - novos produtos, nicho oculto
§  Alavancagem comercial e financeira
§  Desenvolvimento de equipes
§  Gestão de custos e despesas


PARALISIA:

§  Melhoria de performance
§  Gestão de crises
§  Turnaronud - reestruturação financeira
§  Reposicionamento de mercado
§  Branding




Nosso foco é o sucesso de sua empresa.
  

Informações e agendamentos:

(11) 2825-1682
(11) 99835-2192

nea@escolapaulista.org

Parcerias Internacionais

Nossa proposta ao promover Módulos Internacionais de treinamento, visa ampliar as fronteiras do conhecimento para nossos alunos, parceiros e treinandos em renomadas organizações de ensino e empresas de diversas localidades no Exterior.

Entendemos ser um importante passo nos projetos profissionais de nossos alunos, pois corresponde ao primeiro movimento de internacionalização de suas carreiras.

Os módulos internacionais acontecem em 4 países:

ESTADOS UNIDOS

O programa é realizado com a Florida Christian University, e corresponde não só a uma experiência educacional impar, como também a uma excelente possibilidade de networking. No programa, além de atividades nas instalações da universidade com palestrantes internacionais, os alunos fazem contato como executivos de grandes empresas e consultores especialistas de destaque em diversos campos de atuação. O modulo internacional na FCU se completa com visitas em organizações como NASA, Walt Disney Company etc.


CUBA

O programa é organizado com a Universidad de La Habana, que fundada em 1728 é a mais antiga universidade da América Latina. O programa internacional em Cuba tem foco prioritário para alunos dos cursos de Educação e Recursos Humanos e mescla palestras e atividades na própria UH com uma programação de visitas em escolas de ensino fundamental e secundário, além de instituições de ensino profissional e de educação especial. A troca de experiências entre nossos alunos e os profissionais cubanos permite a compreensão das divergências e simetrias, não apenas, entre os dois modelos educacionais, mas também entre as duas culturas.


ARGENTINA

Realizado em parceria com a Universidad Abierta Interamericana - UAI de Buenos Aires e aberto a alunos de todos os nossos cursos. Pelo convênio, a Faculdad de Ciencias Empresariales da UAI organiza workshop buscando discutir com nossos alunos aspectos de integração das economias brasileira e argentina, bem como a possibilidade de sinergia entre empresas dos dois países. O programa se complementa com visitas a empresas industriais e de serviços sediadas na capital argentina.


ESPANHA

Realizado com a Universidade de Alcalá que situa-se na localidade de Alcalá Henares que em pareceria com Santander Central Hispano mantém em Madri o Centro Internacional de Formación Financiera (CIFF) que tem como objetivo formar profissionais nas áreas de economia e finanças tanto na Espanha, quanto na América Latina. Nosso convênio permite o intercâmbio de conhecimentos entre nossos estudantes e profissionais espanhóis sobre a gama de interesses, existentes em ambos os lados do Atlântico, em questões relacionadas com a atividade financeira.



Informações e Inscrições:

(11) 2825-1682
(11) 99835-2192

Para refletir


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Setor Automotivo: situação atual e perspectivas

Após atravessar a maior crise já vivenciada no Brasil, já se fazem sentir para o setor automotivo os primeiros sinais de recuperação, apesar de ser lenta e gradual quando comparada ao ritmo que o setor se encontrava até 2013. 

Deve-se destacar que, diferentemente de muitos países que apresentam uma queda acentuada em seus mercados em função da dificuldade ou mesmo impossibilidade do surgimento de novos clientes, a crise brasileira decorreu das incertezas da economia brasileira nos últimos anos, ocasionando uma redução brutal de investimentos realizados pelo setor privado, bem como pela diminuição do poder de consumo da sociedade brasileira, seja pela queda do PIB, seja pelo maior nível de endividamento das famílias. 

O impacto ocasionado pelo menor volume de investimentos das empresas gerou um nível de ociosidade nas fábricas de caminhões da ordem de 80%, enquanto que o segmento de veículos foi surpreendido com um nível de ocupação industrial de cerca de 60%. Cumpre ressaltar que mesmo com baixo nível de utilização fabril, nenhuma indústria encerrou as atividades no País, sendo que algumas inclusive reforçaram sua presença neste mercado. Pode-se sinalizar que os problemas levantados acarretaram uma demanda reprimida do setor que tende a se desfazer nos anos seguintes, uma vez que os investimentos e o poder de consumo serão retomados no futuro.



As dificuldades do segmento de caminhões e veículos em nosso País provocaram uma retomada das exportações do setor automotivo, estratégia esta usualmente utilizada pelas empresas para minimizar os efeitos decorrentes dos altos e baixos de uma economia em desenvolvimento como a do Brasil. Deve-se salientar que no passado, as exportações foram abandonadas pelas empresas aqui instaladas com o objetivo de focar o atendimento no mercado brasileiro.  

O rápido retorno às exportações das indústrias brasileiras se deveu a capacidade ociosa das nossas fábricas, cujas concepções originais obedeceram a um formato de utilização como plataformas de produção global  de veículos e caminhões e não apenas para uso local. Estudos internacionais comprovam que o Brasil se situa como o principal País para servir de base fabril para toda a América Latina, ao se considerar seu  mercado extremamente promissor, atestado pelo indicador de 4,7 habitantes por veículo no Brasil, contra 3,2 na Argentina, 1,7 na Alemanha e 1,2 nos Estados Unidos.

A presença de 24 OEM’s em nosso País respalda-se também pelo fato de termos absorvido conhecimento e capacidade de desenvolver produtos globais com a experiência acumulada de mais de 60 anos do setor automobilístico no Brasil. 

Todos os fatores acima levantados justificam uma avaliação bem apurada sobre a necessidade do Governo Brasileiro dar continuidade a concessão de incentivos fiscais ao setor automobilístico brasileiro através de Programas que sucedam ao Inovar-Auto, tendo em vista a grave situação fiscal existente em nosso País, que tende a se estender ao longo dos próximos exercícios.

Não se pode negar que a potencialidade do mercado brasileiro já representa o principal incentivo para as empresas aqui instaladas, que para fazerem frente a elevada competitividade existente, terão necessariamente que realizar investimentos para se manterem neste poderoso mercado. Algumas consultorias internacionais projetam uma redução no número de empresas mundiais atuantes neste setor.

A crise fiscal reinante exige prioridades do nosso Governo sobre aquilo que é ou não indispensável como merecedor de incentivos, cabendo ressaltar que o setor automobilístico pode ser considerado como um dos maiores beneficiários fiscais ao longo de toda a sua existência no País. 

Torna-se premente a realização no Brasil de elevados investimentos em infraestrutura, cujo sucesso depende de sobremaneira de recursos financeiros a serem aplicados por Fundos e Fundações internacionais, que somente atuam em Países que possuem “Investment Grade” concedido por 2 Agências Internacionais de Classificação de Risco.  

Esses investimentos se revestem de uma importância muito grande de tal forma a se reduzir o custo Brasil, bem como para permitir que a sociedade brasileira possa usufruir com maior rapidez dos benefícios a serem gerados pela breve evolução tecnológica do setor automobilístico, que requerem uma infraestrutura bastante evoluída em relação ao patamar atual.  




Antônio Jorge Martins 
é Mestre em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente pelo SENAC e especialista no setor automotivo